segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vitória sobre o desânimol

Em nossa época há inúmeras coisas que podem nos levar ao desânimo. A situação se agrava quando se acrescentam os problemas pessoais.

Mas Jesus é maior que tudo! Ele nos ama e jamais permitirá que as provações sejam superiores ao que podemos suportar: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13). Como discípulos de Jesus, é importante que aprendamos a assumir uma posição interior oposta às dificuldades logo que elas aparecerem, e não deixemos que elas tomem conta de nós.

Como podemos fazer isso? Levantando bem alto o escudo da fé! Quero acentuar que isso deve ser feito "imediatamente". Em outras palavras: agradeça logo ao Senhor por estar absolutamente protegido e seguro nEle. Se Jesus Cristo tornou-se nosso Salvador e Senhor pessoal, então a cada hora, a cada minuto, estamos seguros e protegidos de verdade. Assim, lemos em Colossenses 3.3: "...porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus." Não restam dúvidas nem incertezas!

O profeta Isaías, inspirado pelo Espírito Santo, diz a mesma coisa quando nos apresenta um quadro maravilhoso, para servir de ilustração a essa verdade tão importante: "Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim" (Is 49.15-16). Deus estava em Cristo e nos reconciliou consigo mesmo. Isso aconteceu na cruz do Calvário, onde literalmente fomos gravados nas palmas de Suas mãos! E este mesmo Deus maravilhoso tem nossos "muros" continuamente diante de Si! Ele sabe das nossas limitações, das nossas mudanças de humor e das nossas falhas! Ele conhece nossas ansiedades e angústias. E através de Sua Palavra Ele nos anima, dizendo: "Eu fiz tudo por você porque o amo. Confie em mim! Não fique olhando apavorado ao seu redor – levante seus olhos para mim! Eu sou o Autor e o Consumador de sua fé!"

Segure novamente as mãos traspassadas de Jesus: numa decisão cheia de fé, lance todas as suas angústias sobre Ele, que se preocupa com você e cuida de você: "lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7)! (Elsbeth Vetsch)

Deus é um Deus zeloso

Texto bíblico: "Guardai-vos de que vos esqueçais do concerto do SENHOR, vosso Deus, que tem feito convosco, e vos façais alguma escultura, imagem de alguma coisa que o SENHOR, vosso Deus proibiu. Porque o SENHOR, teu Deus,é um fogo que consome, um Deus zeloso" (Dt 4:23-24).

A expressão DEUS É UM FOGO QUE CONSOME, refere-se ao santo zelo de Deus e à sua ira e juizo sobre aqueles que se afastam da sua Palavra e dos retos caminhos, para adotarem a idolatria (Dt 4:23; Hb 12:25,29; Ez 1:13,1427,28; Dn 7:9,10; Ap 1:14,15; 19:11,12).
Deus é um "Deus zeloso" no sentido de não tolerar infidelidade (isto é, a adoração a outros Deuses)da parte do seu povo. "Eu sou o SENHOR, teu Deus, que tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso". Esse tipo de "zelo" divino (às vezes traduzido "ciúme") é santo e justo. Semelhantemente, na vida conjugal, deve haver um santo zelo mútuo, que protege o amor de um cônjuge pelo outro. Os cônjuges devem reivindicar amor mútuo e lealdade esclusivos, o que implica cada côjuge permanecer plenamente fiel e leal na vida conjugal.
Devemos se esforçar para achar a Deus e conhecê-lo plenamente. É necessário buscá-lo com devoção sincera e irrestrita. Devemos crer na existência de um Deus pessoal, infinito e santo, que tem cuidado de nós. Devemos crer que Ele nos galardoará quando buscamos com sinceridade, sabendo que nosso maior galardão é a alegria e a presença do próprio Deus. Ele é nosso escudo, fortaleza e nossa grande recompensa. Devemos buscar a Deus com diligência e desejar ansiosamentre a sua presença e graça. Conhecer a Deus e experimentar o poder, bênção e a justiça do seu reino, não acontecem sem esforço. Acontecerá àqueles que o buscam de todo coração (Hb 11:6) e anelarem por sua íntima presença, e plenitude do seu Espírito e seu dom de vida eterna.

Jesus o abençoe ricamente.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SÁBIO A SEUS PRÓPRIOS OLHOS

Texto bíblico: Em Provérbios 26:12 está escrito: "O orgulho e a vaidade levam as pessoas a se julgarem sábias e, portanto, a arrogantemente confiarem nas suas próprias idéias. A sabedoria e a verdade, no entanto, não se adquire através do raciocínio humano, mas em aceitar tudo quanto Deus tem dito e revelado nas Escrituras. Ao reconhecermos honestamente nossa propensão para o engano em nosso coração, não podemos afirmar de improviso que nossos padrões do certo e do errado são os padrões de Deus. Pelo contrário, Deus nos conclama a submeter, com humildade, nossos pensamentos à autoridade da sua revelação e ao ministério do Espírito Santo, e a pedir que Ele nos convença e corrija naquilo em que estivermos enganados.
Jesus o abençoe ricamente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jó foi um exemplo de fé e lealdade a Deus

Vesiculo biblico: "Mas ele sabe o meu caminho; prove-me, e sairei como ouro. Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho e não me desviarei dele. Do preceito de seus lábios nunca me apartei e as palavras da sua boca prezei mais do que o meu alimento" (Jó 23:10-l2).

Jó estava confiante de que Deus ainda cuidava da sua vida e que sabia que nenhuma adversidade afastaria Jó da lealdade a Ele.
Jó considerava seu sofrimento como uma prova da sua fé no Senhor e do seu amor por Ele. Sua prova era semelhante àquela de Abraão, quando lhe foi ordenado sacrificar seu filho Isaque.
O próprio Senhor Jesus Cristo foi provado pelo sofrimento que suportou (Hb 5;8) e, por isso, Ele agora é nosso padrão e exemplo (I Pe 2:2l); nós, como seus seguidores, devemos andar em seus passos (Hb 13:l2,l3).
A condição firme de Jó, de que seria aprovado no teste e que nunca abandonaria o seu Senhor baseava-se em sua obediência fiel no passado, seu amor à Palavra de Deus e seu reverente temor a Deus. Semelhantemente, o crente da atual dispensação deve manter a firme resolução de nunca apartar-se da obediência a Deus; antes, temer as consequências da iniquidade e amar a Palavcra de Deus mais do que o pão de cada dia (Sl 40:8).
Jó é um dos maiores exemplos de firmeza de convicão, de apego à retidão e de perseverança na fé (Tg 5:11). Sua determinação inabalável de manter a sua integridade e de permanecer fiel a Deus não tem paralelo na história da salvação dos fiéis. Nenhuma tentação, sofrimento, ou aparente silêncio da parte de Deus podia afastá-lo da sua lealdade a Deus e à sua Palavra. Recusou-se a blasfemar contra Deus e morrer (Jó 2:9).
Semelhantemente, o crente do Novo Testamento deve ter esta mesma e única resolução nas tentações, tristezas e nos dias sombrios da vida. Com uma firme convicção, deve continuar resoluto na sua fé, firme até o final (Cl 1:23). Nunca deve recuar e abandonar a fé, enquanto viver; mas permanecer em tudo fiel à Palavra de Deus e inabalável na fé, esperança e amor não é uma opção para o crente. Fazer assim é a sua salvaguarda contra o naufrágio na fé, ante as intensas perseguições, tentações e ataques de satanás (I Tm 1:18-20).
Deus, por sua parte, promete pelo seu poder guardar os fiéis e preservá-los na sua graça, para que obtenham "a salvação já prestes para se revelar no último tempo".
A condição essencial necessária para a proteção de Deus é a "fé". A proteção de Deus mediante a sua graça não opera de modo arbitrário. É somente mediante a fé que os crentes são protegidos por Deus, assim como somente "por meio da fé" que os cristãos são salvos. Deste modo, é nossa responsabiliodade conservar uma fé viva em Cristo, como Senhor e Salvador, para termos a proteção continua de Deus.
A fé obediente que Deus requer é uma fé que sinceramente se compraz em fazer a vontade de Deus e que manifeste o alegre esforço de guardar a Palavra de Deus no coração. A razão por que os crentes sofrem é por serem basicamente diferentes; não são do mundo e foram escolhidos do meio "do mundo". Os valores padrões e modo de viver dos fiéis, entram em conflito com os métodos iniquos da sociedade perversa em meio à qual vivem. Recusam qualquer transigência com os padrões ímpios, é, contrário a isso, apegam-se às coisas que são de cima e não nas que são da terra.
O crente deve pedir continuamente a Deus a graça necessária para fazer a sua vontade e permanecer firme em seus caminhos. Os caminhos de Deus representam os princípios e meios pelos quais Deus se relaciona com o seu povo e realiza a sua redenção na terra. Seus caminhos se opõem à sabedoria e valores humanistas. Além disso, "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugia" (Sl 18:30).
Jó foi um exemplo de fé e lealdade a Deus.
Jesus o abençoe ricamente.

Pastor Lauro Cabral

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Quando você estiver em aperto, busque o Senhor e sua Palavra

Em Salmo 119.49 e 50 se lê: "Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.
Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou".

Deus estabeleceu que a sua Palavra, poderosa que é mediante o Espírito, traga consolação, esperança e fortaleza aos seus fiéis, ao enfrentarem aflições e tristezas. Sendo a Palavra de Deus viva (Hb 4.12), tem poder para vivificar e restaurar a quem permanece nela e em Deus (Jo 14.27). Quando você estiver em aperto, busque o Senhor e sua Palavra, e espere que o Espírito Santo conceda paz ao seu coração.
Quando invocamos a Deus, com um coração posto em Cristo e na sua Palavra, a paz de Deus transborda em nossa alma aflita.
- Essa paz consiste em uma tranquilidade interior, que o Espírito Santo nos transmite. Envolve uma firme convicção de que Jesus está perto, e que o amor de Deus estará ativo em nossa vida continuamente.
- Quando colocamos diante de Deus, em oração, as nossas inquietações, essa paz ficará como guarda à porta de nosso coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias perturbem-nos a vida e a esperança em Cristo.
- Se o medo e a ansiedade retornarem, novamente a oração, a súplica e a ação de graças nos trarão a paz de Deus que guarda os nossos corações. Voltaremos a sentir segurança, e nos regozijaremos no Senhor.

Deus o abençoe hoje e sempre

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Jesus não ora para que seus seguidores se tornem um, mas para que sejam um

"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por ele me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim. Para que todos sejam, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim que me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim".

Jesus ora na noite da véspera da sua crucificação, para que seus discípulos sejam um povo santo, separados do mundo e do pecado, para adorar a Deus e servi-lo. Jesus sofreu no Calvário a fim de que seus seguidores pudessem separar-se do mundo e se dedicarem a Deus.
A união em favor da qual Jesus orou não era a união de igrejas e organizações, mas a espiritual, baseada na permanência em Cristo; amor a Cristo; separação do mundo; santificação na verdade; receber a verdade da Palavra e crer nela; obediência à Palavra; e o desejo de levar à salvação aos perdidos. Faltando algum desses fatores, não pode haver verdadeira unidade que Jesus pediu em oração.
Jesus não ora para seus seguidores "se tornem um", mas para que "sejam um". Trata-se do subjuntivo presente e significa "continuamente ser um". União essa que se baseia no relacionamento que todos eles têm com o Pai e o Filho, e na mesma atitude basilar que têm para com o mundo, a Palavra e a necessidade de alcançar os perdidos.
Intentar criar uma união artificial por meio de reuniões, conferências ou organizações centralizadas, pode resultar num simulacro da própria união em prol da qual Jesus orou. Ele tinha em mente algo muito mais do que "reuniões de unificação", isto é, de união artificial. É uma reunião espiritual de coração, propósito, mente e vontade dos que estão totalmente dedicados a Cristo, à Palavra e à santidade.
A "glória" de Cristo foi sua vida de serviço, abnegado e sua morte na cruz a fim de redimir a raça humana. Semelhantemente, a "glória" do cristão é o caminho do serviço humilde e de carregar a sua cruz. A humildade, a abnegação, o serviço e a disposição de sofrer por Cristo, garantirão a verdadeira unidade dos cristãos, que levará à glória verdadeira.
Jesus sofreu na cruz fora da porta de Jerusalém para que sejamos santificados, isto é, separados da antiga vida pecaminosa e dedicados a servir a Deus.

Deus o abençoe hoje e sempre.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os verdeiros cristãos devem viver para Deus

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro; mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo, se alguém vos anunciar outro evangelho além do que recebestes, seja anátema. Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens, porque não recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo" (Gálatas 1:6-12).

Falsos mestres foram aos gálatas, procurando persuadi-los a rejeitar os ensinos de Paulo e aceitar "outro evangelho".Este evangelho diferente consistia não somente em crer em Cristo, mas também ligar-se a fé judaica mediante a circuncisão, as obras da lei e a guarda dos dias santos judaicos.
A Bíblia Sagrada afirma claramente que há um só evangelho, "o evangelho de Cristo" e pela inspiração do Espírito Santo. O evangelho é defendido e revelado na Bíblia, a Palavra de Deus.
Quaisquer ensinos, doutrinas, ou idéias que, originados em pessoas, igrejas ou tradições, e que não estejam expressos ou subtendido na Palavra de Deus, não podem ser incluídos no evangelho de Cristo.
O apóstolo Paulo revela a atitude, inspirada pelo Espírito Santo, de julgamento e indignação para com aqueles que procuram perverter o evangelho original de Cristo e mudar a verdade do testemunho apostólico. Igual atitude evidenciava-se em Jesus Cristo e nos apóstolos Pedro, João e Judas e se achará no coração de todo seguidor de Cristo que ama o seu evangelho, conforme é revelado na Palavra de Deus, e crê que o evangelho é a imprescindível boa nova da salvação para o mundo perdido no pecado. Quem acrescenta ou tira algo do evangelho original e fundamental de Cristo e dos apóstolos, ficam sujeitos à maldição divina. "Deus tirará a sua parte do livro da vida" (Ap 22:18-19).
Deus ordena aos cristãos a defenderem a fé, a corrigirem os erros com amor e a se separarem dos mestres, pastores e outros que na igreja negam as verdades bíblicas fundamentais, ensinadas por Jesus e os apóstolos.
Ninguém pode ser um autêntico ministro do evangelho e, ao mesmo tempo, procurar agradar aos outros transigindo nas verdades do evangelho. Paulo considerava que era seu dever falar "não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração".
Todos os cristãos no evangelho de Cristo devem ter como alvo, assim como Paulo tinha, agradar a Deus mesmo que isso importe em desagradar a alguém.
Paulo era tolerante e paciente para com muitas outras coisas, mas inflexivel quando se tratava da "verdade do evangelho". A revelação que ele recebeu de Cristo é o único evangelho que tem poder para a salvação de todo aquele que crê. Paulo sabia que nunca deveria transigir com o evangelho, por causa da paz, da união ou correntes teológicas. Estava em jogo tanto a glória de Cristo, quanto a salvação dos perdidos. Hoje, se abrirmos mão dalguma parte do evangelho que temos, conforme revelado na Palavra de Deus, começaremos a destruir a única mensagem que nos salva da destruição eterna.
Os verdadeiros cristãos devem viver para Deus e não serem controlados pelos dirigentes das igrejas, pelos valores, sabedoria, opiniões, desejos corruptos, ambições e prazeres que prevalecem entre o povo deste mundo perdido e moribundo.

Jesus o abençoe ricamente