Reflexões em tempos como estes
Esse texto talvez devesse ter seu subtítulo alterado, onde se lê “reflexão”, acredito ser mais apropriado o vocábulo, “desabafo”. Escrevi esse texto no ápice de uma crise existencial, após apenas alguns meses de ministério. Foi a partir desse conflito interior que o Espírito do Senhor destruiu todos os meus sonhos pessoais que almejava construir através do ministério e me lembrou da razão exclusiva para qual fui vocacionado: apascentar ovelha. Pastor não é identidade, é função. Porém muitos ministros preferem esquecer essa verdade por temerem ver o que realmente são. Escondem-se atrás da cátedra, essa é sua máscara, sua proteção. A identidade primeira de todo pastor é apenas uma: pecador redimido. Não gostam de se olhar no espelho, preferem a camuflagem da atividade. É mais fácil usar a máscara de “Ungido do Senhor” para uma “grande” obra, do que ver no espelho um megalomaníaco perverso. Melhor ocultar o pecado para preservar o “Reino de Deus”, do que pedir perdão à igreja pelas suas ofensas. Como pensam que pastorado é identidade e não função, se ofendem quando não pronunciam o título antes de seus nomes. Pastores são pastores para serem conhecidos, influenciar pessoas, serem poderosos na terra e serem inacessíveis executivos da fé? Absolutamente, não. Pastores são pastores para guardarem as ovelhas. Cuidar e não explora-las. Quem apascenta está perto. Pastores precisam cheirar ovelha. Cheirar ovelha ao ponto de atrair os lobos para si e assim livra-las. Cheirar ovelha e estar de tal modo com elas envolvido que não permita a sedução pela adrenalina de ser guará. Pastores são chamados para servir, não para serem honrados por causa de um título. “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” Mt 20:28. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Jo 15:20. Títulos são vaidade, o serviço é real. O título em si não modifica as pessoas, o serviço transforma vidas. O título é uma tentação, a necessidade é o serviço. Por fim, pastores existem porque existem ovelhas. Ovelhas do Sumo Pastor (Hb 13:20). Ovelhas são a causa do pastor, sem ovelhas não há pastor, não o contrário. O rebanho não é um meio para líderes terem ascensão ministerial, social, econômica ou política. Ovelhas são uma dádiva divina para o ministro, porém elas serão devolvidas ao galardoador no último dia. Você estará preparado?
Pr. Marcio Augusto
Fonte: Estudos bíblicos - por Gospel +
"Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2 Tm 4.2). Ser servo de Deus é a coisa mais preciosa que pode acontecer a uma pessoa. Servir em espírito e verdade é experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nossa vida.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Vida de aparência: o prejudicado é você
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens… …Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder…2 Timóteo 3.1,2 e 5
Quem já viu algo a respeito da arte com sombras sabe como é impressionante que a partir de formas irregulares se desenhe uma sombra perfeita. A artista japonesa Kumi Yamashita é especialista nisso. As silhuetas, apesar de parecerem verdadeiras, não correspondem à realidade. E em alguns casos a discrepância entre o aparente e real é imensurável.
A mesma coisa acontece nos nossos dias. Quase tudo que vemos nas propagandas não corresponde à realidade. Produtos são associados com desejos legítimos de felicidade e realização, criando dentro de nós o sentimento enganoso de que se possuirmos aquele carro, ou determinado aparelho eletrônico, nossa vida se preencherá de sentido. Filmes passam por um trabalhoso processo de pós-produção a fim de serem produtos consumíveis para o entretenimento. Fotos de artistas e agora até de pessoas comuns nas redes sociais não são publicadas sem antes receberem retoque digital.
São tempos superficiais e de aparência, que influenciam até mesmo os cristãos. A palavra no grego (morphōsis eusebeia) traduzida como ‘forma de piedade’ carrega o sentido de ‘esboço, silhueta’ e se aplica muito bem aos que vivem de aparência, aos que por fora têm um arcabouço religioso, mas por dentro são destituídos de comunhão com Deus.
O apóstolo Paulo usa também da expressão “negando-lhe entretanto, o poder“. A palavra “poder” é traduzida da palavra grega “DUNAMIS” e refere-se ao poder do evangelho, do Espírito Santo dentro da vida de cada crente. Quando esse poder, quando essa ação do Espírito Santo não existe o que restará é apenas a casca de uma vida de aparência.
Contra essa tendência de viver de aparência a Bíblia nos lembra que Deus é capaz de sondar o nosso coração e as nossas intenções (Salmo 139). Ele sabe se de fato o que apresentamos exteriormente provém de uma transformação interior. É isso que Tiago afirma quando diz que a fé sem obras é morta. Ou seja, não adianta ter toda a teoria na cabeça e não praticar (Tiago 2.26).
E assim, como é desagradável descobrir que aquela pessoa que considerávamos justa não seja assim nos seus negócios; ou mesmo aquele rapaz sereno é para a família alguém irado e raivoso; ou quem sabe, uma pessoa que fale palavras bonitas e agradáveis seja capaz de irritada explodir nas mais terríveis blasfêmias; enfim, desagradável também será a percepção tardia de que quem viveu de aparência enganou a si mesmo (Tiago 1.22), mas não a Deus (Mateus 7.23).
Vida de aparência tem solução: arrependimento, compromisso e santidade. “Portanto, fortaleçam as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes. Façam caminhos retos para os seus pés, para que o manco não se desvie, mas antes seja curado. Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.” – Hebreus 12:10-14
Por Pastor Andrei de Almeida Barros
FONTE: Primeira Igreja Batista Renovada - Ribeirão Preto/SP
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Nenhum Pastor deve enriquecer-se em detrimento da obra de Deus
Os pastores e dirigentes de igrejas têm a responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus, de fazê-los discípulos, de alimentá-los com a Palavra e de protegê-los (I Pe 5.2-3).
Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro Pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Além disso,, ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para Si com o sangue precioso do seu Filho Amado(Atos 20.28).
Movidos pela ambção de edificar seus próprios impérios, ou por amor ao dinheiro, ao poder, ou à popularidade, impostores na igreja, "perverterão" o Evangelho Original repudiando ou rejeitando algumas das suas verdades fundamentais; acrescentando-lhe idéias humanistas, filosofias, sabedoria ou psicologia; misturando suas doutrinas e práticas com coisas como os ensinos malígnos da "nova era"; e tolerando modos de vida imorais, contrárias aos retos padrões de Deus (I Tm 4.1-2).
Pastores e Dirigentes da Igreja devem acautelar-se de dois pecados perigosos.
(1) AMBIÇÃO POR DINHEIRO (I Tm 3.3,8). O ensino bíblico para quem ministra a obra de Deus é que recebam sustento adequado da igreja (I Co 9.14) e de se contentarem com o que têm para si mesmos e para suas famílias. Nenhum Pastor deve enriquecer-se em detrimento da obra de Deus. Aqueles que se deixam dominar por este desejo, ficam à mercê dos pecados da cobiça, da prevaricação e do furto. Por amor ao dinheiro, comprometem a Palavra de Deus, os padrões da retidão e os princípios do Reino de Deus.
(2) A SEDE DE PODER. Aqueles que cobiçam o poder, dominarão aqueles a quem deveriam servir, pelo abuso excessivo da sua autoridade. Antes, o Pastor deve conduzir a igreja, servindo de exemplo ao rebanho na sua devoção a Cristo, no serviço humilde, na perseverança, na retidão, na constância na oração e no amor à Palavra de Deus.
O Pastor deve pregar tudo que é útil ou necessário à salvação de seus ouvintes. Ele deve ser fiel ao anunciar toda a verdade de Deus à congregação. Não deve procurar agradar aos desejos dos ouvintes, nem satisfazer o gosto deles, nem promover sua própria popularidade. Mesmo se tiver que falar palavras de repreensão e de reprovação, ensinar contrariamente a preconceitos naturais, ou pregar padrões bíblicos opostos aos desejos da natureza carnal; o pregador fiel entregará a verdade plena por amor ao rebanho (2 Tm 4.1-5).
Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro Pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Além disso,, ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para Si com o sangue precioso do seu Filho Amado(Atos 20.28).
Movidos pela ambção de edificar seus próprios impérios, ou por amor ao dinheiro, ao poder, ou à popularidade, impostores na igreja, "perverterão" o Evangelho Original repudiando ou rejeitando algumas das suas verdades fundamentais; acrescentando-lhe idéias humanistas, filosofias, sabedoria ou psicologia; misturando suas doutrinas e práticas com coisas como os ensinos malígnos da "nova era"; e tolerando modos de vida imorais, contrárias aos retos padrões de Deus (I Tm 4.1-2).
Pastores e Dirigentes da Igreja devem acautelar-se de dois pecados perigosos.
(1) AMBIÇÃO POR DINHEIRO (I Tm 3.3,8). O ensino bíblico para quem ministra a obra de Deus é que recebam sustento adequado da igreja (I Co 9.14) e de se contentarem com o que têm para si mesmos e para suas famílias. Nenhum Pastor deve enriquecer-se em detrimento da obra de Deus. Aqueles que se deixam dominar por este desejo, ficam à mercê dos pecados da cobiça, da prevaricação e do furto. Por amor ao dinheiro, comprometem a Palavra de Deus, os padrões da retidão e os princípios do Reino de Deus.
(2) A SEDE DE PODER. Aqueles que cobiçam o poder, dominarão aqueles a quem deveriam servir, pelo abuso excessivo da sua autoridade. Antes, o Pastor deve conduzir a igreja, servindo de exemplo ao rebanho na sua devoção a Cristo, no serviço humilde, na perseverança, na retidão, na constância na oração e no amor à Palavra de Deus.
O Pastor deve pregar tudo que é útil ou necessário à salvação de seus ouvintes. Ele deve ser fiel ao anunciar toda a verdade de Deus à congregação. Não deve procurar agradar aos desejos dos ouvintes, nem satisfazer o gosto deles, nem promover sua própria popularidade. Mesmo se tiver que falar palavras de repreensão e de reprovação, ensinar contrariamente a preconceitos naturais, ou pregar padrões bíblicos opostos aos desejos da natureza carnal; o pregador fiel entregará a verdade plena por amor ao rebanho (2 Tm 4.1-5).
segunda-feira, 26 de março de 2012
Sem a fé salvadora, é impossível vencer o mundo
Todos nós queremos ter uma vida cristã vitoriosa, aquela vida abundante, realizada, constante na obra do Senhor, perseverante na oração, cheia do fruto do Espírito Santo.
No entanto, a vida vitoriosa está diretamente relacionada à dependência da vitória de Cristo e à prática de exercícios espirituais, os quais destacamos a seguir:
I - A FÉ EM JESUS
Quando recebemos a Cristo em nossos corações, apropriamo-nos de sua vitória na cruz. Ali, Ele venceu o inimigo de nossas almas. Venceu, na ressurreição, a morte.
Os que crêem em cristo estão inseridos na vitória dEle, visto que somos participantes da natureza divina. Nós temos a fé que uma vez foi dada aos santos, que venceu o mundo, mas que também revela que Jesus é o Filho de Deus. O Senhor Jesus tem sido vitorioso sobre o mundo. Os servos de Deus pela fé também podem vencê-lo. Nós somos vitoriosos quando amamos os irmãos, quando praticamos a justiça e quando abandonamos o pecado.
Sem a fé salvadora, é impossível vencer o mundo. Aqueles que não conhecem a Cristo são vencidos pelo mundo. Fora de Cristo os homens são escravos do pecado e do mundo. Se o mundo está morto para nós e nós para o mundo, então, não estamos disponíveis para ele. Nossos corpos, como santuário do Espírito Santo estão disponíveis somente para Deus.
II - O AMOR AOS IRMÃOS
Os que amam a Deus amam aos que dele são nascidos, porque são a sua imagem. Amar os filhos de Deus e olhá-los com os olhos do Pai celestial, é ser um instrumento nas mãos de Deus para amar e abençoar outras vidas.
O amor precisa ter seu lado prático e não somente o contemplativo, pois o amor aos irmãos é uma prova incontestável de que amamos a Deus.
Não devemos nos conformar com o mundo nem imitar os habitantes da terra.
Vencer o mundo significa rejeitar os ideais do mundo, permitindo apenas ao que é justo, puro e de boa fama ocupar o nosso pensamento.
No entanto, a vida vitoriosa está diretamente relacionada à dependência da vitória de Cristo e à prática de exercícios espirituais, os quais destacamos a seguir:
I - A FÉ EM JESUS
Quando recebemos a Cristo em nossos corações, apropriamo-nos de sua vitória na cruz. Ali, Ele venceu o inimigo de nossas almas. Venceu, na ressurreição, a morte.
Os que crêem em cristo estão inseridos na vitória dEle, visto que somos participantes da natureza divina. Nós temos a fé que uma vez foi dada aos santos, que venceu o mundo, mas que também revela que Jesus é o Filho de Deus. O Senhor Jesus tem sido vitorioso sobre o mundo. Os servos de Deus pela fé também podem vencê-lo. Nós somos vitoriosos quando amamos os irmãos, quando praticamos a justiça e quando abandonamos o pecado.
Sem a fé salvadora, é impossível vencer o mundo. Aqueles que não conhecem a Cristo são vencidos pelo mundo. Fora de Cristo os homens são escravos do pecado e do mundo. Se o mundo está morto para nós e nós para o mundo, então, não estamos disponíveis para ele. Nossos corpos, como santuário do Espírito Santo estão disponíveis somente para Deus.
II - O AMOR AOS IRMÃOS
Os que amam a Deus amam aos que dele são nascidos, porque são a sua imagem. Amar os filhos de Deus e olhá-los com os olhos do Pai celestial, é ser um instrumento nas mãos de Deus para amar e abençoar outras vidas.
O amor precisa ter seu lado prático e não somente o contemplativo, pois o amor aos irmãos é uma prova incontestável de que amamos a Deus.
Não devemos nos conformar com o mundo nem imitar os habitantes da terra.
Vencer o mundo significa rejeitar os ideais do mundo, permitindo apenas ao que é justo, puro e de boa fama ocupar o nosso pensamento.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Cristo foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de Deus
Todo ser humano, numa ocasião ou outra, preferiu seguir seus próprios caminhos egoistas e pecaminosos à obediência aos mandamentos justos de Deus. Todo ser humano é culpado e, portanto, precisa da morte de Cristo em seu lugar.
Como um cordeiro, Jesus foi levado ao matadouro. Ele suportou com paciência e de modo voluntário, o sofrimento em nosso lugar. Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Foi da vontade de Deus Pai que seu Filho fosse enviado para morrer na cruz em favor de um mundo perdido. Deus "deu" seu Filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do coração amoroso de Deus. Não foi algo que ele foi obrigado a fazer. Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de Deus e resultaria na salvação para os "muitos" que crerem.
Deus prometeu retribuir a Cristo por sua morte expiatória, e Cristo por sua vez promete que repartirá o seu despojo com os "poderosos" que o seguirem na batalha contra o pecado e satanás, mediante o poder do Espírito. Por causa da morte de Jesus na cruz, uma grande herança foi concedida ao povo de Deus. Qualquer proclamação do Evangelho que não pregar a cruz de Cristo e a renúncia ao pecado está em definitivo, fadada ao fracasso.
Jesus, na sua agonia na cruz, intercedeu pelos pecadores. Seu ministério de intercessão ainda continua no céu.
Cristo foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de Deus. Como nosso substituto, Ele sofreu o castigo que merecíamos, e pagou a penalidade dos nossos pecados - a penalidade da morte. Por isso, podemos ser perdoados por Deus e ter paz com Ele.
Como um cordeiro, Jesus foi levado ao matadouro. Ele suportou com paciência e de modo voluntário, o sofrimento em nosso lugar. Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Foi da vontade de Deus Pai que seu Filho fosse enviado para morrer na cruz em favor de um mundo perdido. Deus "deu" seu Filho como oferenda na cruz por nossos pecados. A expiação procede do coração amoroso de Deus. Não foi algo que ele foi obrigado a fazer. Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de Deus e resultaria na salvação para os "muitos" que crerem.
Deus prometeu retribuir a Cristo por sua morte expiatória, e Cristo por sua vez promete que repartirá o seu despojo com os "poderosos" que o seguirem na batalha contra o pecado e satanás, mediante o poder do Espírito. Por causa da morte de Jesus na cruz, uma grande herança foi concedida ao povo de Deus. Qualquer proclamação do Evangelho que não pregar a cruz de Cristo e a renúncia ao pecado está em definitivo, fadada ao fracasso.
Jesus, na sua agonia na cruz, intercedeu pelos pecadores. Seu ministério de intercessão ainda continua no céu.
Cristo foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de Deus. Como nosso substituto, Ele sofreu o castigo que merecíamos, e pagou a penalidade dos nossos pecados - a penalidade da morte. Por isso, podemos ser perdoados por Deus e ter paz com Ele.
domingo, 4 de março de 2012
Tiago, Irmão de Jesus
O Senhor Jesus teve vários irmãos biológicos, isto é, filhos do casal Maria e José. O que diz a Bíblia:
“Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? (Mt 13.55-56; Mc 6.3). Quatro homens e pelo menos duas mulheres foram os irmãos de Jesus.
O texto, por sua clareza, dispensaria maiores comentários. Maria conservou-se virgem até o nascimento de Jesus; [José] “não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mt 1.25). “Conhecer” traduz-se como ter relações íntimas. A Bíblia [católica] de Jerusalém, contendo a chancela do então arcebispo de S.Paulo, Paulo E. Arns, datada de 1980, reconhece tal fato ao comentar que “o texto não considera o período ulterior e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria, mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”. Isto é, a tradição supõe uma coisa, a Bíblia diz outra. Não é correta a afirmação de que “o resto do Evangelho supõe” o contrário. Não há contradição na Bíblia. Fiquemos com a Palavra.
Outra Bíblia aprovada pelo Vaticano apresenta comentário semelhante: “Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior a esse limite, sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “Sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz...”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor” (Bíblia Sagrada, Edição Ecumênica, tradução do padre Antonio Pereira de Figueiredo; notas e dicionário prático pelo Monsenhor José Alberto L. De Castro Pinto, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro; edição aprovada pelo cardeal D. Jaime de Barros Câmara, Arcebispo do Rio de Janeiro; BARSA, 1964).
Referida Bíblia confirma o que foi dito na Bíblia de Jerusalém, isto é, que a Palavra nada diz sobre a virgindade APÓS o nascimento de Jesus. Enquanto não nasceu Jesus, José não a conheceu. O texto não considera o período posterior ao nascimento. Em outras palavras, a Bíblia não confirma a doutrina da virgindade perpétua de Maria. Outro texto:
“Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor (Gl 1.18-19). Aqui vemos a distinção entre ser apóstolo do Senhor e ser irmão. Encontramos também essa distinção em 1 Co 9.5: “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”.
Vejamos mais esse relato de um historiador que viveu entre 263 e 340 d.C.:
“Ainda viviam da família de nosso Senhor os netos de Judas, chamado irmão de nosso Senhor de acordo com a carne. Esses foram delatados como pertencentes à família de Davi...”; “Durante esse tempo, a maior parte dos apóstolos e discípulos, o próprio Tiago, o primeiro bispo da cidade, em geral chamado irmão de nosso Senhor, ainda vivo em Jerusalém...”; “Após o martírio de Tiago e a captura de Jerusalém, que se seguiu de imediato, registra-se que os apóstolos e discípulos de nosso Senhor que ainda viviam juntaram-se de todas as partes com os que eram parentes de nosso Senhor de acordo com a carne. Eles se consultaram para determinar a quem deviam julgar digno de suceder Tiago” (História Eclesiástica, Eusébio de Cesaréia, pp. 89, 93 e 97). Ou seja, filhos e netos de Maria, e demais parentes distantes, entraram em acordo para escolher um substituto para Tiago no episcopado. Entenda-se “irmãos ou parentes na carne” como gerados de uma mesma raiz: Maria e José.
O historiador Flávio Josefo, em História dos Hebreus, à página 465, CPAD, 2001, também faz referência a Tiago: “Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não tinha chegado, para reunir um conselho, diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus, chamado Cristo”.
Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa
“Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? (Mt 13.55-56; Mc 6.3). Quatro homens e pelo menos duas mulheres foram os irmãos de Jesus.
O texto, por sua clareza, dispensaria maiores comentários. Maria conservou-se virgem até o nascimento de Jesus; [José] “não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mt 1.25). “Conhecer” traduz-se como ter relações íntimas. A Bíblia [católica] de Jerusalém, contendo a chancela do então arcebispo de S.Paulo, Paulo E. Arns, datada de 1980, reconhece tal fato ao comentar que “o texto não considera o período ulterior e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria, mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”. Isto é, a tradição supõe uma coisa, a Bíblia diz outra. Não é correta a afirmação de que “o resto do Evangelho supõe” o contrário. Não há contradição na Bíblia. Fiquemos com a Palavra.
Outra Bíblia aprovada pelo Vaticano apresenta comentário semelhante: “Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior a esse limite, sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “Sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz...”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor” (Bíblia Sagrada, Edição Ecumênica, tradução do padre Antonio Pereira de Figueiredo; notas e dicionário prático pelo Monsenhor José Alberto L. De Castro Pinto, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro; edição aprovada pelo cardeal D. Jaime de Barros Câmara, Arcebispo do Rio de Janeiro; BARSA, 1964).
Referida Bíblia confirma o que foi dito na Bíblia de Jerusalém, isto é, que a Palavra nada diz sobre a virgindade APÓS o nascimento de Jesus. Enquanto não nasceu Jesus, José não a conheceu. O texto não considera o período posterior ao nascimento. Em outras palavras, a Bíblia não confirma a doutrina da virgindade perpétua de Maria. Outro texto:
“Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor (Gl 1.18-19). Aqui vemos a distinção entre ser apóstolo do Senhor e ser irmão. Encontramos também essa distinção em 1 Co 9.5: “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”.
Vejamos mais esse relato de um historiador que viveu entre 263 e 340 d.C.:
“Ainda viviam da família de nosso Senhor os netos de Judas, chamado irmão de nosso Senhor de acordo com a carne. Esses foram delatados como pertencentes à família de Davi...”; “Durante esse tempo, a maior parte dos apóstolos e discípulos, o próprio Tiago, o primeiro bispo da cidade, em geral chamado irmão de nosso Senhor, ainda vivo em Jerusalém...”; “Após o martírio de Tiago e a captura de Jerusalém, que se seguiu de imediato, registra-se que os apóstolos e discípulos de nosso Senhor que ainda viviam juntaram-se de todas as partes com os que eram parentes de nosso Senhor de acordo com a carne. Eles se consultaram para determinar a quem deviam julgar digno de suceder Tiago” (História Eclesiástica, Eusébio de Cesaréia, pp. 89, 93 e 97). Ou seja, filhos e netos de Maria, e demais parentes distantes, entraram em acordo para escolher um substituto para Tiago no episcopado. Entenda-se “irmãos ou parentes na carne” como gerados de uma mesma raiz: Maria e José.
O historiador Flávio Josefo, em História dos Hebreus, à página 465, CPAD, 2001, também faz referência a Tiago: “Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não tinha chegado, para reunir um conselho, diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus, chamado Cristo”.
Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa
A morte da ética entre as igrejas
Coloquei este título para lhe chamar atenção para algo que considero de suma importância e gostaria de sua compreensão para estas curtas palavras. Atalhos, o dicionário o define como a maneira de conseguir as coisas com menos esforço do que se você fosse pela via principal.
Para Deus não existem atalhos, analise as escrituras e você verá isto. Deus escolhe sempre a via principal e nunca lança mão dela. Jesus na tentação do deserto recebeu propostas de Satanás as quais todas constituíam em atalhos, em vias mais fáceis, em portas mais largas para alcançar aquilo que Ele desejava. O diabo o tentava dizendo-lhe: Não espere a hora do jejum acabar, coma agora, não morra na cruz para mostrar que é o salvador, pule da torre do templo, não espere seu Pai lhe dar o reino milenar eu te dou os reinos terrenos agora, e só ajoelhar e me adorar. Atalhos e mais atalhos. Jesus escolhe a via principal, escolhe o mais difícil, escolhe a cruz, demonstrando seu santo caráter, seu compromisso com a verdade e com a ética do Pai.
Sabe, o caminho da ética, da honestidade e da justiça verdadeira estão encobertos de muitos líderes evangélicos por causa dos atalhos. Onde está o nosso santo caráter, nossa ética, nosso compromisso com a verdade?
Escrevo isto porque alguns têm insistido em alcançar seus ministérios pastorais pelas vias secundarias, aberto igrejas pelas marginais da injustiça e feito-as “crescer” com total ausência de ética e pudor. Não existe mais critério bíblico e doutrinário para se tornar pastor. Hoje qualquer um vira pastor, é só querer. Só em nossa igreja local já passou uns dez homens que queriam ser pastores, mas não o quiseram pelas vias bíblicas e principais, não quiseram pagar o preço porque um outro pastor de uma outra igreja lhes ofereceram atalhos, portas largas e os ordenou pastores da noite para o dia. Daí o sujeito sem preparo bíblico, espiritual e sem caráter cristão se torna pastor traindo muitas vezes o primeiro pastor e o segundo que o consagrou pelas vias secundárias. Hoje a coisa virou uma bagunça. Têm gente brigando e disputando por ministérios e por membros de outras igrejas. Têm pastor que traí seu pastor principal e abre uma outra igreja com os membros de seu ex-pastor. Têm pastor que fala mal de uma outra igreja e de outro pastor para dizer que é melhor do que ele e que por isto ele se acha teologicamente certo e o outro errado a fim de atrair os membros desta outra igreja. Estou cansado de ver esta medíocre e demoníaca disputa. Estou cansado de ver pessoas correndo pelos atalhos querendo chegar primeiro do que aqueles que pagam o preço. Estou cansado desta gente que se diz cristã, mas corre por fora, que não para em ministério nenhum e que vão para onde lhes oferecem mais vantagens, estou cansado de gente que evangelizam somente aqueles que já são crentes. Eu definitivamente não quero pastorear uma igreja com gente problemática que veio de outras igrejas, não quero na igreja que pastoreio líderes tirados de outras denominações. O que quero é tratar na igreja com pessoas que vieram do mundo e que foram convertidas e transformadas em nosso ministério. Quero batizá-los, doutriná-los e lutar para incutir neles o caráter de Cristo.
Chega de perambular de igreja em igreja irmãos (ãs), chega de prejudicar uma igreja para fortalecer a sua, CHEGA!
Existem pessoas morrendo lá fora. Não tenham inveja de quem está crescendo. Existem muitas igrejas que estão avançando pelas vias principais, pelas vias da evangelização ética e bíblica, faça o mesmo e prosperarás também. Se Deus têm uma chamada na sua vida caminhe com humildade e espere que Deus fará. Davi não precisou passar a perna em Saul para se tornar rei de Israel. A bíblia diz que Deus o buscou no pasto e o exaltou. Davi pagou o preço. Ele viveu quase treze anos de sua vida como um cão fugitivo, sofreu humilhações, no entanto em sua vida foi gerado um coração segundo o de Deus. Pelas vias principais é que se faz um verdadeiro caráter. Atalhos não são para nós!
“Esquadrinhemos nossos caminhos, experimentemo-los, e voltemos para o Senhor”, Lam 3:40
Por Pastor Charles Pereira
FONTE: 1a Igreja Batista Renovada - Ribeirão Preto/SP
Para Deus não existem atalhos, analise as escrituras e você verá isto. Deus escolhe sempre a via principal e nunca lança mão dela. Jesus na tentação do deserto recebeu propostas de Satanás as quais todas constituíam em atalhos, em vias mais fáceis, em portas mais largas para alcançar aquilo que Ele desejava. O diabo o tentava dizendo-lhe: Não espere a hora do jejum acabar, coma agora, não morra na cruz para mostrar que é o salvador, pule da torre do templo, não espere seu Pai lhe dar o reino milenar eu te dou os reinos terrenos agora, e só ajoelhar e me adorar. Atalhos e mais atalhos. Jesus escolhe a via principal, escolhe o mais difícil, escolhe a cruz, demonstrando seu santo caráter, seu compromisso com a verdade e com a ética do Pai.
Sabe, o caminho da ética, da honestidade e da justiça verdadeira estão encobertos de muitos líderes evangélicos por causa dos atalhos. Onde está o nosso santo caráter, nossa ética, nosso compromisso com a verdade?
Escrevo isto porque alguns têm insistido em alcançar seus ministérios pastorais pelas vias secundarias, aberto igrejas pelas marginais da injustiça e feito-as “crescer” com total ausência de ética e pudor. Não existe mais critério bíblico e doutrinário para se tornar pastor. Hoje qualquer um vira pastor, é só querer. Só em nossa igreja local já passou uns dez homens que queriam ser pastores, mas não o quiseram pelas vias bíblicas e principais, não quiseram pagar o preço porque um outro pastor de uma outra igreja lhes ofereceram atalhos, portas largas e os ordenou pastores da noite para o dia. Daí o sujeito sem preparo bíblico, espiritual e sem caráter cristão se torna pastor traindo muitas vezes o primeiro pastor e o segundo que o consagrou pelas vias secundárias. Hoje a coisa virou uma bagunça. Têm gente brigando e disputando por ministérios e por membros de outras igrejas. Têm pastor que traí seu pastor principal e abre uma outra igreja com os membros de seu ex-pastor. Têm pastor que fala mal de uma outra igreja e de outro pastor para dizer que é melhor do que ele e que por isto ele se acha teologicamente certo e o outro errado a fim de atrair os membros desta outra igreja. Estou cansado de ver esta medíocre e demoníaca disputa. Estou cansado de ver pessoas correndo pelos atalhos querendo chegar primeiro do que aqueles que pagam o preço. Estou cansado desta gente que se diz cristã, mas corre por fora, que não para em ministério nenhum e que vão para onde lhes oferecem mais vantagens, estou cansado de gente que evangelizam somente aqueles que já são crentes. Eu definitivamente não quero pastorear uma igreja com gente problemática que veio de outras igrejas, não quero na igreja que pastoreio líderes tirados de outras denominações. O que quero é tratar na igreja com pessoas que vieram do mundo e que foram convertidas e transformadas em nosso ministério. Quero batizá-los, doutriná-los e lutar para incutir neles o caráter de Cristo.
Chega de perambular de igreja em igreja irmãos (ãs), chega de prejudicar uma igreja para fortalecer a sua, CHEGA!
Existem pessoas morrendo lá fora. Não tenham inveja de quem está crescendo. Existem muitas igrejas que estão avançando pelas vias principais, pelas vias da evangelização ética e bíblica, faça o mesmo e prosperarás também. Se Deus têm uma chamada na sua vida caminhe com humildade e espere que Deus fará. Davi não precisou passar a perna em Saul para se tornar rei de Israel. A bíblia diz que Deus o buscou no pasto e o exaltou. Davi pagou o preço. Ele viveu quase treze anos de sua vida como um cão fugitivo, sofreu humilhações, no entanto em sua vida foi gerado um coração segundo o de Deus. Pelas vias principais é que se faz um verdadeiro caráter. Atalhos não são para nós!
“Esquadrinhemos nossos caminhos, experimentemo-los, e voltemos para o Senhor”, Lam 3:40
Por Pastor Charles Pereira
FONTE: 1a Igreja Batista Renovada - Ribeirão Preto/SP
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